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RESULTADO FINAL “I Concurso de Poemas Cultura Revista, tema Primavera” Nesta edição, estamos divulgando a relação completa dos classificados do “I Concurso de Poemas Cultura Revista, tema Primavera”, conforme previsto no regulamento. Alguns autores não nos enviaram seu endereço corretamente e, por isso, não consta em suas identificações a cidade e o Estado. A entrega dos prêmios está prevista para 24 de setembro de 2010, em razão de estarmos no início da Primavera. Local e horário serão divulgados, até trinta dias antes da data prevista para entrega, aqui na Cultura Revista. Mais informações podem ser obtidas solicitando via e-mail redacao@culturarevista.jor.br ou via telefone 0..27 8155-3446.
Para visualizar os classificados do 21º em diante, clique no link abaixo, em amarelo.
CLASSIFICADOS ATÉ O 20º COLOCADO 21º ao 100º clique aqui
1º - CHEGASTE...
Chegaste em meu destino, de repente, com poucas palavrinhas, a sorrir. Chegaste no meu mundo e docemente, fizeste a minha vida refulgir.
Chegaste, completando o meu presente... traçando com detalhes meu porvir. fazendo renascer, efervescente, a vida - que queria inexistir !
Chegaste, numa noite irretocável, alimentando sonhos magistrais de um tempo de carícia incomparável.
Chegaste... e amanheceu neste jardim... e aquele que era triste? Não é mais... fizeste florescer dentro de mim !
LUIZ ANTONIO CARDOSO Taubaté-SP
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Pendurada no tempo, Balanço entre outonos À sua espera
Você, verão Desperta em sóis Apresenta-me à vida
Fechada em passados Eu, gris Em invernos
Você, primavera Planta futuros Em Viagens
No recorte das estações Nos encontramos Na zona de confluências Embebidas em fotografias
Rosana Banharoli
SANTO ANDRÉ - São Paulo
3º - Primavera em flor
Mostrando, muito leve, um tom
de rosas,
4º - As quatro estações
“Desejo-te o amor no universo Disperso em cada etéreo sonho humano E por mais que pareça controverso Desejo gritar bem alto que eu te amo
Desejo uma paixão tão elevada Que a estrela mais distante alcançaria Mesmo a deusa mais linda e desejada Ser você, ao deus do amor, imploraria
Desejo que nosso amor seja eterno Em todo ano, em todas as estações No outono mágico, quente no inverno
Na primavera forte em emoções E no verão, no calor dos seus beijos Desejo que me guardes seu desejo”
Eduardo de Paula Nascimento
São Paulo
5º -
PRIMAVERA Vitória - ES
6ª - SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA
Em carruagem de estrelas, Num tilintar de magia, Desabrocha a Primavera Ante o castelo da Vida Que com festejo celebra A sua digna chegada. Para a entrada triunfal, O tapete que a enobrece Não é de carmim veludo, Mas a terra que se doa E dadivosa a abençoa Em sua divinal missão De, por onde quer que passe, Deixar rastros de empatia, Respeito e aceitação, Todos ornados de flores Que deem ensejo ao milagre Da olorada beleza Que estabelece a nobreza Na evolução do humano E atrai os seres alados, Das borboletas aos anjos. Ao toar de clarinadas Escancara-se o portal E adentra a Primavera, Que luzente ascende ao trono Onde Ígor Stravinski, Com fato de Sinfonia, Cinge-lhe a fronte com poesia E a consagra rainha.
Nilton Silveira - Porto Alegre - RS_______________________________________________________________
7º - Primavera e um querer
Primavera Que aos olhos dela Me conduz Em uma caravela Para dentro dos olhos dela Onde outra primavera Se reduz A um verde tanto verde De um verde que não me lembro A não ser o de setembro De um certo dia Que traduz O seu ver de fantasia Um verde que eu sabia Ser o ver de do olhar dela Um verde de aquarela Que reluz Como uma estrela que revela O caminho da primavera Para o verde do olhar dela E me seduz!
Ivan Frederico Lupiano
Dias
8º - Setembro
Um poema-deserto
Solange Firmino de SouzaRio de Janeiro – Rio de Janeiro
9º - Sazonal
Mirava os bosques, de todo sem vida Em sua existência, um ar sepulcral Era como um cais, já em despedida, O vento na face batia, glacial.
Saudoso do estio dos braços de outrora Dos tempos do vinho, hoje já vinagre, Contava as perdas, do tempo que chora Clamava aos céus por santo milagre.
Lembrando o Outono, de folhas caídas, Chorou pela vida deixada pra trás Agarra-se às dores, mesmo as sofridas, Mostrando-lhe tudo de que era capaz.
Percebe, enfim, que, nesse umbral, Há ritmo, hora, e tempo de espera Se as sombras trouxeram-lhe a dor hibernal, Aguarda, risonho, pela Primavera!
Tatiana Alves Soares Caldas
Rio de Janeiro – Rio de
Janeiro
10º - PRIMAVERA
Eu sinto como fosse um reinício Que o mundo convidasse o olhar e o ócio Em setembro, passado do equinócio Tudo ao fundo das almas mais propício
Beleza se fazendo mais que indício Desfilando mais leve, doce e dócil Primavera zelosa, um sacerdócio Que só finda em dezembro, no solstício
Celebrando estação de mais amores Assaltam nossas ruas vivas cores Céu azul, tempo ameno, belos dias
Tantos ninhos, abelhas, girassóis Sensação que eu e um outro somos nós Natureza declama poesias.
Nilson Vieira Moreno São Carlos -São Paulo
11º - PRIMAVERA
Floriu a magnólia e nem me apercebi. Por certo nem para ela olhei eu que, ansiosamente, sempre aguardo que dê flor e em frente a ela me sento, comovida ao vê-la tão florida. Floriu a magnólia e nem me apercebi. Por certo andava distraída com a vida quem sabe a pensar em ti, que nem conheço e que, por certo, não mereço, tão perfeito esse “ti” que imaginei. Um ser dotado de tão grande perfeição quiçá nunca existiu em toda a criação. Estou a pensar na lua e em Galileu que nela viu crateras e montanhas, e foi julgado por dizer heresias tão tamanhas pois no pensar dos homens que o julgaram a lua, porque celestial, não poderia ter qualquer imperfeição. E afinal Galileu tinha razão. Floriu a magnólia e nem me apercebi mas as flores da magnólia, que eu não vi, de tão simples e belas, provocam em mim tal sensação que fico extasiada só de vê-las. Floriu a magnólia e nem me apercebi. Não havia mais flores quando para ela olhei. Também elas não cumprem o ideal da perfeição. As que ainda restavam, tombadas no chão, já não eram as flores da minha magnólia apenas seres em decomposição. Floriu a magnólia e eu não vi. Fico à espera do pré- dealbar da nova primavera.
Regina dos Anjos Sousa Gouveia Porto - Portugal
12º - O ipê
Sob a esfolhada pele dos teus ramos fomos os mais ditosos dos mortais: havia em nós, ipê, risos demais, havia em ti, pesar que lamentamos.
Sobre outonais corolas nos amamos, e tu que assim nos viste tão sensuais, do amor às mil volúpias divinais, invejaste os momentos que gozamos...
Veio a separação que nos surpreende e assomou-te em regalo a primavera, que em dourado matiz e aroma, esplende.
E agora, ante os teus pés quanta mudança: há em ti as flores e o frescor de outra era, há em nós um pranto, um luto, uma lembrança...
Reginaldo Costa de Albuquerque Campo Grande-MS
13º - MAIS UMA VEZ, PRIMAVERA...
Primavera! Eclode a natureza Numa profusão de ninhos e flores, Numa pujança de gozo e de amores, Num frêmito de júbilo e beleza!
Há em cada canto festas e risos. Há em cada coração, esperança, E, até onde a vista alcança, Descortina-se o sol do paraíso.
Sinfonia de casais enamorados, Amando-se sem pudor ou pecado, Pelos parques e alamedas dispersos.
E o poeta só, sorrindo, indulgente, E fingindo não sentir o que sente, Ilude a solidão, tecendo versos...
Paulo Tórtora
14º - O JARDIM
Jayme Cardozo dos Santos Junior Mogiguaçu - SP
15º - ESTAÇÃO
Suave canto invade a madrugada, Não é a cotovia de Romeu. O regional canto ora transformado em alegre trinado do sabiá Anúncio que o dia já vem Colorindo todo o céu com todas as cores do arco-íris. O pintor que ora amanheceu a brincar com as cores, no céu e na terra repletos de muitas flores. Assim como o paraíso, falado e descrito nos sonhos dos homens. É hora de novas vidas Surgirem na Terra Na estação do amor.
MARISA HELENA CARNEIRO RIBAS Curitiba - Paraná
16º - Feito Flor
Trepadeira dama-da-noite em cantos e muros varanda e escuro a vida enfeita e perfuma
germina e apruma floresce desejos corpos-deleite buquês de beijos mordentes-de-leão
Verdegestação
Em lençóis d'água alastra, propaga carícia-folhagem larga ramagem cobrindo o leito em arranjos de amor-perfeito Indecorosa Delírio Jas em in. Eu, jardim.
Tânia Diniz Belo Horizonte - MG- Brasil
17º - VEM, PRIMAVERA
Vem, primavera, que tanto te anseio, 'inda hoje a esfolar a carne o inverno Se de minha investidura, vê, eu apeio é por te adiares em desenlace eterno!
Vem, primavera, que tanto te anelo, se, ajardinada, vens num riso florido, 'inda cá mui se dê as costas ao Belo, 'inda cá o versejar há tanto, crê, ido!
Vem, primavera, cessa de vez vento, vento que, impiedoso, rói as vísceras Traz-nos tua brisa por dádiva, alento, acende sóis, ora da palidez de ceras!
Tu, ausente, 'inda cá o peito te ama, o facho de luz que irradias tudo para Vem, primavera, flor na verde rama, se verdes são teus olhos, coisa rara!
Vem, primavera, noite ébria de perfume, 'inda lancem garras sobre botão em flor Se desejo campos cheios de teu lume, mais ainda és, ó primavera, meu amor!
Vem, primavera, vem em doce vestal, traja lírios, e nada mais, pois, te cubra Desce de vez desse teu régio pedestal, ou deusa caída cá verve, sei, elocubra!
Vem primavera, verdes olhos em diva, espargindo da Terra vez mais a flora Se minh'alma da tua, ora sei, se priva, teu prisco amante vinda tua implora!
Fernando Catelan Mogi das Cruzes-SP
18º - Primavera
Flores de todas as cores e tons Rosas, tulipas e alecrins. Flores da primavera Que enfeitam o jardim
O Beija Flor Encanta-se com tanta beleza E agradece ao pai da natureza Por todas as cores das flores
Os passarinhos Nos galhos verdes e pequeninos Constroem seus ninhos.
As borboletas, quase que se perdem No meio de tantas cores. Misturam-se na paisagem Deixando mas linda a sua imagem.
E todos os animais da floresta Em um só tom, numa só orquestra Cantam alegres pelo verde que os cerca
Edinan de Almeida Preisigke Aracruz - Espírito Santo _________________________________________________________________
19º - É Setembro
Abra a janela e veja Como o panorama se transforma, O que estava seco e sem forma Com mito vigor verdeja.
É setembro, é vida, tudo cresce. É primavera de alegria e paz. E em cada criatura capaz É tempo em que o amor floresce.
Natureza, enorme palco especial Onde impera o verde encanto Dos pássaros a arte do canto, Dos insetos a dança espacial.
É hora de conscientização e ação; Sem plantas tudo fica imundo. Semeia, para colher neste mundo Bons frutos e paz no coração.
Ruth Hellmann Claudino Dourados – Mato Grosso do Sul 20º - SOL DE PRIMAVERA
Da solitude da sua vida pressentiu o que era nunca
E pendurou cascas de ovos no pé seco da umburana
Fez cortinas para a sala com flor de chitão guardado
No sagrado de sua casa fincou o sempre de uma rosa
E colheu flores campestres para alguém vindo dos longes
Trajou-se de branco-lírio para a ceia derradeira
E viu o mar reluzente pela luz do Sete Estrelo
E chorou todo o seu pranto vendo o Sol da Primavera
Que semeia a Vida sempre com Verdade e Esperança.
LIA ABREU FALCÃO Pernambuco COMISSÃO JULGADORA
Rose Vieira Tunala - Poetisa, cronista, delegada da UBT em Cachoeiro de Itapemirim-ES, colunista da Cultura Revista-ES.
Maria Catherine Rabello - poetisa, colunista do Jornal da Cidade On Line www.jornaldacidadeonline.com.br
Andrade Sucupira Filho - jornalista, poeta, cronista, delegado da UBT em Vila Velha-ES, editor da Cultura Revista- ES
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